LPs E MÚSICAS QUE FAZEM BODAS DE OURO NO CENTENÁRIO DO REI DO BAIÃO(1962 a 2012)!!!

LPs MÚSICAS QUE FAZEM BODAS DE OURO NO CENTENÁRIO DO REI DO BAIÃO!!!

1962

01

Vida de vaqueiro (Luiz Gonzaga);

Eu quarqué dia
Vou-me embora pro sertão
Pois saudade
Não me deixa sossegar
Chegando lá
Visto logo meu gibão
Selo o cavalo
E vou pro mato vaquejar

O bom vaqueiro
Traz sempre no alforge
Farinha seca
Rapadura, carne assada
Mas tem um fraco
Que é um vício que num foge
Samba de fole
Com muié desocupada

Êi, êi, gado
Êi, êi, gado
Êi, êi, êi, êi, êi, êi,êi, êi, êi, boi…

Vou pegar o cara preta
Boto chocáio e careta
E depois conto como foi

 

02
Maceió (Lourival Passos);

Ai, ai
Que saudade, a i que dó
Viver longe de Maceió } bis

Alagoas
Tem jóias tão caras
Que meus olhos
Não cansam de olhar
Uma delas és tu Pajuçara
Praia linda engastada no mar
Quando a lua no céu adormece
Pajuçara se enfeita ainda mais
Vem à brisa rezar uma prece
Entre as folhas dos seus coqueirais

As noitadas felizes nas ostras
Bons amigos que choram até
Que saudade de Bica da Pedra
E dos banhos lá no Catolé
Recordando estas coisas tão boas
Sou feliz não me sinto tão só
Toda gente que sai de Alagoas
Coração deixa em Maceió

03
Fogueira de São João (Luiz Gonzaga e Carmelina);

Na fogueira de São João
Eu quero brincar
Quero soltar meu balão
E foguinhos queimar

Seu Januário
Venha ser o meu parceiro
Não esqueça da sanfona
Para animar o terreiro

Traga a famia
Que nós tem muito prazer
De dançar com suas fia
‘Té o dia amanhecer

04
Ô véio macho (Rosil Cavalcanti);

O que eu faço todo dia é bem pensado
E calculado bem direito na medida
Capricho muito quando puxo esta sanfona
Em quarqué zona enquanto tivé vida

Cantando côco, baião, xote e toada
Essa puxada que eu faço aqui no baixo
Quem me escuta se alegra não tem jeito
E grita satisfeito ô veio macho!

Ô veio macho! ô veio macho!
Cabra danado nunca passa embaixo
Ô veio macho! ô veio macho!
Cabra danado nunca foi capacho
Ô véio macho! ô véio macho

Com meu gibão e meu cavalo na puxada
A rês montada vai ligeiro pro currá
Sou sertanejo já gostei de acabá samba
Sempre fui bamba no manejo do punhá
Não tenho medo de careta nem de nada

E a moçada no lugá onde eu me acho
Atentamente vai ouvindo e vai vibrando
E comigo vai cantando ô veio macho!
Ô veio macho! ô veio macho

Cabra danado nunca passa embaixo
Ô veio macho! ô veio macho
Cabra danado nunca foi capacho
Ô véio macho! ô véio macho

05
Balance a rede (Zé Dantas);

Balança a rede pro menino não chorar
Oi, balança, o menino Sinhá (4x)

Eu fui menino tão mimado e manhoso
Criado dengoso cresci sem apanhar
E minha mãe, se eu choromingava
Depressa mandava a Sinhá me embalar
Balança, Sinhá

Oh oh oh oh oh…
Oh oh oh oh oh…

Balança a rede pro menino não chorar
Oi, balança, o menino Sinhá (4x)

Depois de grande nunca mais fui mimado
Mundo malvado, só faz me malatratar
Vivo chorando, tropeçando na vida
Sem mamãe querida pra me embalar
Balança, Sinhá

06
Sanfoneiro Zé Tatu (Onildo Almeida);

Sanfoneiro puxa o fole
Bota o fole pra roncar
Que o ronco desse fole
Faz a gente se animar
Andei mais de l’égua e meia
Pra poder aqui chegar
Onde tem forró eu vou
Eu faço tudo e chego lá

Eita! Sanfoneiro bom
Eita! Sanfoneiro macho
Ele toca em qualquer tom
Toca dos oito aos cento e vinte baixo

07
De Teresina a São Luiz (João Vale e Helena Gonzaga);

Peguei o trem em Teresina
Pra São Luiz do Maranhão
Atravessei o Parnaíba
Ai, ai que dor no coração

O trem danou-se naquelas brenhas
Soltando brasa, comendo lenha
Comendo lenha e soltando brasa
Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa

Bom dia Caxias
Terra morena de Gonçalves Dias
Dona Sinhá avisa pra seu Dá
Que eu tô muito avexado
Dessa vez não vou ficar

O trem andava naquelas brenhas
Soltando brasa, comendo lenha
Comendo lenha e soltando brasa
Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa

Boa tarde Codó, do folclore e do catimbó
Gostei de ver cablocas de bom trato
Vendendo aos passageiros
“De comer” mostrando o prato

O trem andava naquelas brenhas
Soltando brasa, comendo lenha
Comendo lenha e soltando brasa
Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa

Alô Coroatá,
Os cearenses acabam de chegar
Meus irmãos, um abraço bem feliz
Vocês vão para Pedreiras
Que eu vou pra São Luís

O trem andava naquelas brenhas
Soltando brasa, comendo lenha
Comendo lenha e soltando brasa
Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa

Peguei o trem em Teresina
Pra São Luiz do Maranhão
Atravessei o Parnaíba
Ai, ai que dor no coração

O trem danou-se naquelas brenhas
Soltando brasa, comendo lenha
Comendo lenha e soltando brasa
Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa

Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa
Tanto queima como atrasa

08
Forró do Zé Antão (Zé Dantas);

Fui ao forguedo
No Forró do Zé Antão
Convidei Mane Tião
Mas que noite de azar
Zefa Doida
Com Maria Ribuliço
Foi o primeiro instrupiço
Que nóis encontremo lá

Zefa Doida
Com Tião dançando xote
Enganchou-se em seu cangote

09
Sertão de aço (José Marcolino e Luiz Gonzaga);

Lá lá lá rá rá
Se você visse
Como é o meu sertão
Aí você diria
Que eu falo com razão

Lavoura lá
Dá só com o cheiro de chuva
Tem resistência
O milho e o feijão
Com uma chuva
Em cada mês
A coisa aumenta
Que a lavoura lá agüenta
Trinta dias de verão
Trá lá lálá ai…

Tem ano lá
Que o inverno é variado
Lucro e remessa
Num canto e outro não
O sertanejo ainda num desespera
Com coragem ainda espera
Pela safra de algodão
Havendo safra
Nem é bom falar
Meu Deus do céu
E com tanto samba que há

O sertanejo
Esquece logo o tempo ruim
Finca o pé na dança
Sem sentir cansaço
No outro dia
Cuida da obrigação
Digo por esta razão
Que meu sertão é de aço

10
Serrote agudo (José Marcolino e Luiz Gonzaga);

Passando em Serrote Agudo
Em viagem incontinente
Vendo a sua solidão
Saí pesando na mente

Eu vou fazer um estudo
Prá contar á miúdo
Quem já foi Serrote Agudo
Quem está sendo no presente

Já foi um reino encantado
Foi berço considerado
Quem conheceu seu passado
Acha muito diferente

Aonde o touro em manada
Berrava cavando o chão
Fazendo revolução
Nos tempos época de trovoada

Dando berros enraivado
Por achar-se enciumado
Do seu rebanho afastado
Vacas que lhe pertenciam

A sombra do Juazeiro
Já lhe esperando o vaqueiro
Com seu cachorro trigueiro
Como seu grande vigia

Vaqueiros e moradores
Encantos, belezas mil
Onde reinavam os fugores
De um major forte e viril

Rico, porém animado
Fazia festa de gado
Onde o vaqueiro afamado
Campeava todo dia

Hoje sem Major sem nada
Só se ver porta fechada
Não se vê mais vaquejada
Não reina mais alegria

11
No Piancó (José Marcolino e Luiz Gonzaga);

Você não pense
Que só é no Moxotó
Que tem cabra extravagante
Ele não está só
Vou lhe provar
Que também no meu estado
Tem sujeito viciado
Como tem no Piancó
Se atirar pra burro brabo
Segurar o mocotó

Dá nó em cobra
Isto lá é brincadeira
Vi cabra pegar pexeira
Dela retalhar-le a mão
Montar em touro
Amansar botar a canga
Vi um cabra de Pitanga
Fazer isso em Conceição
Lá viveu Clementino
Que brigou com Lampião

Lá tem morena, tem
Que tem sorrido também
Que ido lá um Alguém
É de ficar e chorar
Morena que a natureza
Lhe confiou a beleza
No piancó
Quem vai lá
Não quer voltar

12
Pássaro carão (José Marcolino e Luiz Gonzaga);

Pássaro Carão cantou
Anum chorou também
A chuva vem cair
No meu sertão
Vi um sinar, meu bem
Que me animou também
Ainda ontem vi
Póvora no chão } bis

É bom inverno que vem
É chuva cedo que tem
O nosso plano de além
É de casa

Se Deus quiser
Agora faço um ranchinho
Prá nóis juntinho,meu bem
Nele morar

13
Matuto aperriado (José Marcolino e Luiz Gonzaga);

Eu vou, vou volto já
Eu vou me embora
Vou voltar pro meu lugar }bis

A procura de aventura
Eu vim praqui
Só pensando minha vida melhorar
Ao contrário, aqui só vejo a piora
Por motivo de eu não me acostumar
Com coisinhas que não tem na minha terra
E aqui vejo toda hora sem parar }bis

Fico doido com tanta fala de gente
E a zuada de automóvel a me assustar
Se na rua vou fazer um cruzamento
Tenho medo, eu num posso atravessar
Desse jeito, eu sou franco em dizer
Mas um dia eu aqui não posso mais ficar } bis

Lá deixei o meu cavalo, minha sela
Minha rede que comprei no Quixadá
Que eu armava na latada do terreiro
Pra Zefinha, meu amor, me balançar
Sou caboclo que nasceu lá no sertão
Tenho orgulho em dizer que sou de lá }bis

14
A dança do Nicodemos (Luiz Gonzaga e José Marcolino).

Um certo dia, foi o mar dançar no louro
Quércia foi por desaforo, tava boa pra chuchu
A maior troça, nesta festa nos fizemos
Lá dançava nicodemus, cardeado com pitu
Pegava a dama e jogava para o lado
Com o maior requebrado, pelo efeito do aço
Tinha momento que ele se acocorava
Aí depois se levantava e não saía do compasso
Assistência, alí não danço mais
Moça line e rapaz, ficará sustado em pé
Olhando o drama, todos de braço encruzados gritavam
Admirados, nicodemus como é?
Ai menino, como faz o nicodemus
Ai menino, nicodemus como é?
Ai menino, como faz o nicodemus
Ai menino, nicodemus como é?
Causou sucesso, alí para muita gente
Com excesso de aguardente, fez coisa de admirar
Ele é calado, mas bebo pitu caneco
Se tansforma malandreco
E dança xote de lascar
Ai menino, como faz o nicodemus
Ai menino, nicodemus como é? bis

PE FÁBIO MOTA www.nacabanadegonzagao.com.br

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3 respostas para LPs E MÚSICAS QUE FAZEM BODAS DE OURO NO CENTENÁRIO DO REI DO BAIÃO(1962 a 2012)!!!

  1. Parabens pelo o belíssimo site.
    Pe. Fabio, algumas fotos chega emocionar – meu abraço gonzagueano – Roberto Moraes!!!

  2. Luiz Fernando de Carvalho Arcoverde disse:

    Sou assíduo leitor do teu site. Gostaria de trocarmos idéias, reportagens, fotos, tudo o que exaltar o Eterno Cantador. Sou autor do livro LUIZ GONZAGA – O ETERNO CANTADOR – O PERNAMBUCANO DO SÉCULO e breve mandarei um exemplar – 2ª edição – para fazer parte do teu acervo. Estava esperando o título da Unidops da Tijuca, a saída do Galo da Madrugada e o desfile das escolas – Gigantes do Samba – Recife – PE e Mocidade Unidos da Glória em Santa Catarina, para concluir uma documentação que será incluída no livro, pois trata da força do Rei do Baião com sua obra imortal. No início desta semana, estarei te enviando a minha relação do Acervo de vídeos e de cd’s de músicas.

  3. LEANDRO DOS SANTOS LUSTROZA disse:

    ETERNO CANTADOR QUE NUNCA IRÁ MORRER,VIVA O ETERNO GONZAGÃO,ABÇS PARA O PE FABIO MOTA E PARA TODOS,OS GONZAGUEANOS DO BRASIL E DO MUNDO DE LEANDRO UM ETERNO FÃ DE GONZAGÃO.

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